À confiança
Posso dizer que está tudo de pernas para o ar. E olhei para a minha saia, com medo que fosse eu a fazer o pino. Mas não.
As acrobacias são boas. São uma mistura, como se o acrobata e o mágico se juntassem. O quanto multidisciplinar que o nosso tempo é. Porque as sensações dividiram-se, ainda mais, e passamos das cartas aos bips, dos bips aos telemóveis, dos telemóveis às mensagens escritas, das mensagens escritas aos blogues e facebooks, que é como se estivessemos calados, calados a (não)sentir em frente a este ecrã, na dúvida se o que lemos ou vemos é para nós. Ele diz que escreveu para mim. A minha amiga lê primeiro do que eu, a outra faz-lhe um link, o outro copia uma linha, as outras pensam que é para elas, tão bem que lhes assenta, os outros bloguers respondem nas entrelinhas, vejam só a tensão. E o tesão (moderno). De tanta gente junta. Uma coisa nossa passa a vossa. E eu não escrevo para ti, mas para todos, que quase que a modernidade me passava ao lado.